10 ago
2010

Leica – Das kleine photo wunder!

” Depois de 20 anos de serviços fiéis, Tomy é prestigiado com muitos votos de sucesso”

Com esta frase gravada no fundo de sua Leica, meu avó passou esta câmera para meu tio.

Pare e pense qual foi o último equipamento (independente da sua profissão) que lhe prestou “fiéis serviços” e por tanto tempo. Tudo bem, os tempos são outros, pense então em algo que você teve por  dez anos então…

Pois ai esta o valor de uma Leica. Como mencionei acima, esta câmera da foto ao lado é uma LEICA III e foi presente do meu avô Peter Scheier para meu tio Thomas. Segundo minha pesquisa o modelo é de 1939, sendo assim a partir de  59 ela ainda teve a chance de registrar os pontos de vista de meu tio até terminar comigo em meados de 2000. Eu nunca a usei mas guardo com carinho juntamente com outros artigos que pertenceram a meu avô como latas de filmes, tesoura de corte, pinça de laboratório e até um lápis que, acredito eu,  era uma espécie de brinde que ele oferecia, fazem parte de uma espécie de museu privado.

Eu nunca escondi minha preferência por câmeras Canon. As lentes oferecidas e o custo benefício dos corpos sempre fizeram desta uma marca perfeita para se trabalhar,  mas a opção de fotografar com Leicas extrapola o racional dos números, tamanhos ou qualidade, e no meu caso ainda a carga histórica desta marca, sendo assim, namorei por muito tempo estas máquinas até decidir ter uma.

Após longa pesquisa decidi primeiro que não compraria uma de filme apesar da maravilhosa M7 e seus modelos colacionáveis, eu assumo de uma vez que sou um fotgráfo da era digital. Mesmo tendo estudado P/B e cor na faculdade, aprendido a revelar, ampliar e ainda somado alguns anos trabalhando com outros fotógrafos e seus negativos eu não posso ir contra a realidade: a fotografia hoje (nos seu sentido mais amplo) é digital.

Dito isso, escolhi uma M8 e uma lente 35mm Summarit (na M8  uma 35mm se comporta como uma 50mm pois a máquina tem um sensor half frame)* e tendo usado a câmera por um único final de semana já sei que busco agora uma M9, a versão com sensor full frame.

Na pesquisa que fiz aprendi muito sobre a história desta marca, coincidentemente (ou não) neste período eu estava lendo a biografia de Henri Cartier Bresson e as histórias destes dois ícones ,o homem e a câmera,  são fundidas nas imagens deste artista. Para quem não conhece este link mostra o que digo.

Não vou entrar nas especificações técnicas de por que a Leica se difere tanto das outras câmeras, mas o estilo único das Leicas pede calma, discrição, atenção e acima de tudo que o fotografo PENSE no ato de fotografar ! Todos estes elementos são bem vindos na era digital onde a ausência de filme (e dos custos que isto representa) nos fazem disparar sem realmente pensar e mais grave sem sentir ou se emocionar. Esta pequena maravilha da fotografia (Das kleine photo wunder) me fez sentir algo novo pela fotografia, me deixou ansioso para uma nova viagem e inquieto por andanças, tudo isso com o charme Leica de ser.

Logo abaixo uma pequena amostra da minha primeira aventura com uma Leica, o tema é recorrente e é possível comparar com outras fotos feitas com Canon que  já foram postadas aqui.

até o próximo

Lucas

8 jun
2010

Xuxa e Seu Clemente

Essa é a Xuxa, cadelinha simpática que faz companhia para Seu Clemente.

Juntos eles varrem, recolhem folhas depois plantam e colhem frutos em uma área um pouco maior que uma quadra esportiva.

Já foi minha terceira visita a Seu Clemente, na primeira ele reclamou muito sobre as chuvas, vento e no final da conversa suspirou saudoso a falta que sua companheira lhe faz. Nesta terceira vez ele reclamou bastante sobre as chuvas, o vento e como sua mulher que morreu lhe faz falta, sempre usando os anos precisos nas sentenças (eu mesmo esqueci a quanto tempo sua mulher o deixou) ele é certeiro nas datas e isso dá uma certa garantia  que em Dezembro ele de fato deve comemorar 99 anos de vida.

Estas atividades são uma constância em sua vida. As reclamações não são em vão, pois a chuva e o vento realmente deixam muitas folhas para serem varridas.Oficio que se complica na época de colher frutas ou ainda a época que as galinhas põem ovos. Tudo é feito com muita calma e atenção por Seu Clemente, e o que poderia ser uma rotina bucólica e triste  faz parte de um ritual que garante o corpo forte e a mente ocupada. Agora sua companhia é Xuxa, a cadelinha que fica para cima e para baixo com ele; fiel escudeira de longas tardes dedicadas ao  jardim.

E escrevo isso por que?

Por que algo certo seu Clemente deve estar fazendo! Eu arrisco até a dizer que é por que faz “tudo aquilo que gosta, que sabe, e que está a seu alcance.”

Por mais repetitivo que possa soar, por mais óbvio e apelativo que possa parecer, tirar retratos de uma pessoa de 98 anos, feliz e produtiva, é algo memorável. Sendo assim resta para mim comparar e dizer que eu faço o que gosto e tento me manter produtivo, ainda reclamo todo dia das mesmas coisas, mas sigo feliz e apreciando! Prova disso são as fotos que ponho aqui, se quiser vê-las em tamanho maior basta clicar.

Será que chego aos 99?

Saúde a todos

Lucas

3 mai
2010

Made in Japan

Você já ficou 15 dias sem ouvir o som de uma buzina?

Bom, pensando em temporadas em praias ou chalés na montanha isso é até possível, então deixem-me reformular a pergunta: Você acha que ficaria 15 dias sem ouvir o som de uma buzina em uma cidade com mais de 35 milhões de habitantes?

Parece impossível mas este é o menor exemplo que posso dar da educação e do respeito ao próximo do povo japonês. A forma como eles se comportam em ambientes públicos e o índice da civilidade deles é o que há de mais moderno e contemporâneo naquela nação. Até mesmo para uma pessoa que se julgue educada e respeitosa, é possível se encontrar em situações constrangedoras pelo simples fato de falar um pouco mais alto dentro do vagão do metrô.

Gritar, esbarrar, reclamar, brigar, buzinar, beber ou fumar, são verbos que não pratica-se em público, e  por isso que nunca esquecerei a sensação de caminhar pela primeira vez em uma calçada de Tokyo,  imediatamente se conclui que não existe outra maneira de se viver junto (tema da 27º Bienal) se não da forma como os japoneses o fazem, em uma única palavra CIVILIZADAMENTE.

De forma geral eu confesso que quebrei alguns paradigmas que sustentava sobre os japoneses pois esperava encontrar mais coisas robotizadas ou automáticas nos processos diários deles. Sabe aquele momento coletivo que habita nossas cabeças de um “cãozinho robô” da Sony latindo e rolando?  Pois é…não é bem assim, mas evidentemente existem alguns gadgets e processos que estão à nossa frente, como comprar uma bebida com o celular no meio da rua ou ainda se surpreender com privadas que ostentam mais de 15 botões (para abrir, fechar, aquecer, limpar, secar e por ai vai).

Mesmo em busca de artigos fotográficos não há muito o que eles ofereçam que não se encontra nos EUA, mas não por isso a experiência de ir em uma das muitas e gigantescas lojas de eletrônicos (geralmente com mais de 5 andares) deixa de ser interessante pois o volume de gente, produtos, anúncios, cores e opções, pode deixar o “geek” mais entusiasmado um pouco tonto. Acho que foi a primeira vez na vida que pedi para sair de uma loja de foto e computadores!

Os habitantes da cidade são muito solícitos, e os que falam bom inglês fazem questão de te ajudar quando você se perde, principalmente no eficiente e igualmente confuso metrô da cidade. Deem uma olhada no mapa do metrô deles,  nele você pode constatar a quantidade de  estações e linhas operadas por 5 empresas distintas, o que garante que você comprará o ticket errado para seu destino pelo menos uma vez na viagem.

Este padrão de gentileza já não se repete na mesma intensidade nas cidades menores onde a comunicação pode ser difícil mas também garantia de boas risadas. Já a confusão no transporte público é a mesma, destaque especial para ao sistema de Kyoto que , na minha opinião, é pouco preparado para turistas. Entre templos, jardins, ruazinhas cheias de lojas e um mercado incrível, Kyoto se torna uma parada obrigatória uma vez no Japão.

Impossível não escrever sobre as experiências gastronômicas: a culinária japonesa é de fato muito mais do que recebemos dos imigrantes aqui instalados. Logo no início da viagem fomos até o mercado de peixes de Tokyo onde assistimos  ao famoso leilão de atum, peixe que caminha para a extinção mas que mesmo assim não faz com que o hábito de alto consumo dos japoneses mude. Esta visita vai dar uma moldura especial a todo restaurante  em que você comer sushi, pois você vai saber que foi lá mesmo que seu peixe foi negociado.

Além desta óbvia fartura marinha, o arroz e seu mais famoso derivado o saquê, se apresentam com grande diferença de leveza e textura se comparado com o que experimentamos aqui. No mais, noodles, vegetais e ovos, muitos ovos, tudo tem um ovinho em cima ou em baixo.

Capitulo a parte, a nova arquitetura reina em harmonia com o passado de  Tokyo, que ao se olhar de cima parece a maior maquete do mundo. A cidade é impecável como se fosse construida por um dedicado grupo de arquitetos. Destaques para os centros culturais e museus cujos prédios acabam por competir com as exibições que apresentam dentro.

O post já está enorme, provavelmente terei que escrever outro pois isso é uma pincelada muito leve sobre umas das grandes experiências que já tive na vida, sempre sonhei em fotografar o Japão, especialmente Tokyo por isso selecionei com muito carinho o que mostrar aqui , espero assim ter expressado com clareza que esta viagem foi tudo e muito mais que esperava.

Eu nem comentei das cerejeiras, tivemos a sorte de ve-las floridas e a mercê da tara dos nipo-fotógrafos locais!

Lucas

(clique na imagem se quiser vê-la por inteiro)

17 mar
2010

Fazendo P/B com cameras digitais

Ontem tive uma rápida conversa com um amigo fotógrafo sobre usar ou não máquinas analógicas; aquelas que colocávamos tipos diferentes de filmes lembram?

Sempre  foi uma questão decidir a quantidade de filmes a se levar entre coloridos, branco e preto ou em chromo para determinada viagem. Os puristas de plantão dirão que nada se compara a definição, ao grão, ou simplesmente  ao processo químico do filme, e que nunca trocariam estas experiências pelas maquinas digitais

Um pouco como continuidade do último post, vale a pena falar sobre o ato de  fotografar sem cores com máquinas digitais, ou seja simular um processo que basicamente existiu no passado na “ausência da tecnologia”.

Eu particularmente concordo com os fotógrafos que defendem os filmes e suas características peculiares, mas ao mesmo tempo não me comporto como eles pois fui  completamente seduzido pela exterminio de barreiras que a captação digital oferece.

Transformar seus arquivos digitais em P/B é como sair na rua com uma mala (destas bem grandes mesmo) repleta de filtros. Depois com calma em sua cadeira você  ira aplicar o filtro que desejar a fim de trazer detalhes ou criar o clima imaginado para certa cena. Mais uma vez digo que o recurso de nada adianta se você não souber o que quer.

Aquecendo esta conversa ontem, discutimos como fotografar por exemplo, uma cidade multi colorida como Tokyo – neste momento eu me preparo para visitar esta cidade e ao  inves de selecionar filtros ou filmes começo a pesquisar qual resultado pretendo atingir, e me reservo ao direito de  no meio deste caminho  mudar de idéia e fazer tudo diferente. Talvez o  excesso de cores venha a pedir um registro P/B, talvez por ter visto tantas imagens P/B eu queira abusar sempre das cores…

Como exercício ainda fiz alguns experimentos com outras imagens que eu tinha, primeiramente imaginadas coloridas elas tomaram outro corpo expostas em preto e branco. Não tenho certeza qual gosto mais, qual esta certa, qual pretendo imprimir, e por isso concluo que as vezes tanta facilidade pode gerar dificuldades, como por exemplo a dificuldade da escolha.

Não vamos esquecer que um bom fotógrafo pode ser identificado ainda pela edição que faz de seu trabalho e esta verdade nunca foi tão valiosa neste período de super produção que vivemos.

Abaixo mais fotos de Paris em novas versões preto e branco: espero que gostem, se preferirem tenho as coloridas por aqui…

8 mar
2010

“Mas…tem Photoshop?”

Mandei estas fotos para minha família mostrando o que andei fazendo durante meu carnaval, recebi essa resposta da minha irmã:

(click nas imagens para ver num tamanho adequado)

,

“Lu, que lindas! essas cores são reais mesmo ou tem photoshop?”

Quando digo as pessoas que sou fotógrafo essa pergunta do Photoshop só perde para uma outra que nunca, mas nunca falta mesmo, o diálogo é sempre assim:

Figurante: E você, faz o que?

LL:  Sou fotógrafo

Figurante: Legal! Fotografo do que?

Isso acontece toda vez mesmo  e para dizer a verdade não me incomoda mas acho muito curioso, assim como quando em alguma locação sempre anunciam a equipe como “o pessoal da filmagem”.

Mas como o titulo do post diz, queria escrever sobre photoshop, não em termos técnico e complicados mas tentar explicar de uma maneira fácil esse mistério sobre o mito de software mágico.

A resposta para minha irmã foi, sim e não!

Sim, as cores são reais, sim tem photoshop, mas não, “não tem photoshop” como ela pensou e como a maioria das pessoas pensam e sempre perguntam (a segunda pergunta sempre é sobre Photoshop)

O Photoshop não criou as cores ou enganou  seus olhos com luzes e tons falsos que não estavam lá.

Tudo o que foi feito no programa foi trazer a tona (e ai depende de cada um o quanto  fazer) a informação desejada, ou seja, se a imagem foi captada corretamente em termos técnicos (foco, exposição e etc) a informação estará contida no arquivo e o photoshop te ajuda a “revelar” o que te interessa mais, exatamente como era feito com cópias em papel a partir de negativos onde estes resultado eram controlados por reações químicas.

Muito frequentemente os bons profissionais de retoque tem um histórico de laboratório, eles sabem o que deve ser feito com a luz, o contraste e as cores, só que nos dias de hoje clicam e arrastam ferramentas em seus Macs  trabalhando sentados no escritório ao invés de trabalhar em pé em laboratórios escuros rodeados por reagentes químicos.

Em resumo:  Assim como sua camera, o Photoshop é mais uma ferramenta e ao menos que você saiba o que esta fazendo, ou melhor ainda, saiba o que quer fazer, de nada estas ferramentas servem! E isso nos leva a terceira pergunta mais frequente:

“O que você usa pra fotografar?”

E para essa pergunta a resposta esta sempre pronta:

“Meu cérebro, um olho e um dedo!”

10 fev
2010

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

Citando Antoine Lavoisier eu me pergunto:

Será que hoje em dia na mídia é assim também?
Quando foi a última vez que você viu um anuncio verdadeiramente original? E uma foto realmente inovadora?

Sempre me interessei por releituras; ao redor do mundo estamos rodeados por releituras. Acho que um artista que sabe dar seu toque pessoal sobre suas influencias se permite criar através de transformação.

É possível que o autor  transforme aquela forte referencia em uma imagem retocada pelo tempo em que vive, o ambiente que o cerca, ou ainda por uma experiência pessoal.

Como fotógrafo e eterno viajante, seria impossível não me influenciar por fotógrafos como Elliott Erwitt e Steve McCurry, mas não é por isso que me preocupo em fazer as mesmas imagens. Todo artista deve saber que seus mestres existiram uma única vez, nunca teremos outro Picasso ou outro Cartier Bresson.

Este processo é infinito, e a parte interessante é  como somos capazes de cruzar estas referencias com quem somos ou com as nossas próprias experiências. Eu imagino que meu gosto por música e esporte influencie as imagens que produzo, um fotografo apaixonado por aviões ou helicópteros certamente terá uma obra que remeta a isso e por ai vai…

Hoje em dia os limites são inimagináveis , a “cross-mídia”, a facilidade de acesso a informação e o mais interessante que isso tudo,  a facilidade de difusão da suas idéias, permite que videos absurdos como este onde  uma cúpula nazista comenta o mais novo gadget da Apple seja visto por mais de um milhão de pessoas. Será que o autor é um judeu, um budista ou um nazista? Um amante de Windows ou de Apple? Quais foram as influencias que o levaram a esta releitura?

Recebi isto por email e ri muito. Teria sido maravilhoso se os nazistas tivessem relamente se encontrado para discutir apenas questões como o Ipad…

Para quem fala alemão deve ser um sofrimento ler estas legendas…

Vamos evitar o” Ctrl C/Ctrl V” – estude o que lhe agrada, viva suas experiencia e CRIE algo novo!

um abraço

Lucas

22 dez
2009

Retratos especiais

Em um post antigo escrevi sobre meus treinos de bike. Sou um apaixonado e com a rotina dos treinos tive a chance de conhecer muitas pessoas que dividem esta mesma paixão comigo.

Atraves do meu treinador, Alex Busnello, conheci o professor Mario Mello que trabalha e representa aqui no Brasil uma instituição sem fins lucrativos chamada ACHILLES

ACHILLES foi fundada em 1976 por  Dick Traum, o  primeiro amputado a correr a maratona de New York. Tento vivido uma experiencia de superação ele criou a ACHILLES visando promover este tipo de experiência a outros deficientes.

Hoje a ACHILLES conta com atletas especiais em mais de 70 países, além de programas desenvolvidos especialmente para crianças e veteranos de guerra. A mensagem principal é de transferir esperança através do esporte.

A entidade faz isso focada em esportistas com deficiencia, mas eu acredito e acho importante dizer que este tipo de sensação e possível para todos, com  ou sem limitações, o esporte tem este poder, e através dele experimentamos situações maravilhosas e conhecemos pessoas fantásticas!

Sexta feira então, dia 18 de Dezembro, recebi estes amigos de treinos para uma série de retratos, fato que passou a ser além de um job, uma experiencia muito especial.

Alto astral, descontração e confiança marcaram este dia de trabalho onde todos os retratados tinham muitas historias para contar : entre maratonas, corridas, rotinas de treino, provas finalizadas e metas alcançadas fizemos mais de 300 clicks e sendo assim, selecionei algumas aqui.

O tratamento destas imagens ficou por conta do ótimo MR Estudio Digital

Como disse antes no post, foi uma experiência maravilhosa e sintetiza o ano de 2009, muito trabalho, conquistas e gente feliz!

Eu tinha prometido a mim mesmo que não seria um texto sobre fim de ano e natal, mas vai lá: UM OTIMO NATAL A TODOS!

QUE O ANO DE  2010 SEJA FANTASTICO, CHEIO DE SONS, IMAGENS E SUPERAÇOES !!!

abraços

Lucas

25 nov
2009

mais uma nota sobre aifone_pics

Desculpe se o tema está repetitivo, mas é como casal que acaba de ter  filho:

“pesa tanto, mede tanto…”

“usa o gelzinho antes de pega-lo”

“acho que ele disse mamãe…”

Materializar as aifone_pics e pendura-las em uma parede de galeria é como um filho que nasce em uma família que continua crescendo. Foi um processo tão bacana e agradável  transformar este projeto virtual em realidade, que precisei escrever sobre isso.
Selecionei a dedo as pessoas que estariam envolvidas e tive deles um retorno muito maior do que poderia desejar, tanto que no dia da abertura eu olhei e pensei: “Se não vier ninguém já valeu a pena!” Mistura de nervosismo básico de estreia com  afobação pelo comentarios em blogs e jornais na semana anterior.

Aqueles 52 quadrinhos pendurados, impressos com qualidade inquestionável, dentro de  peças de acrílico impecáveis e apresentados por um texto escrito por um poeta das lentes já foi uma vitoria, dai ter dividido isso com quase 200 pessoas na noite de estreia, sendo que mais de 50 delas quiseram ter suas próprias aifone_pics nas paredes de suas casas…felicidade total e sensação de trabalho feito!

Por isso um breve texto como este, bem pessoal, para expressar minha felicidade.

Para quem não sabe do este texto fala, tudo explicado aqui: www.aifonepics.com.br

Para quem sabe, mas não pode comparecer na abertura, um breve video aqui

E para quem tiver a curiosidade, aqui estão os links na mídia

Estadão

Blog do Iphone

VOGUE RG agenda

VOGUE RG

Akira Umeda blog

E vários outros blogs…aifonepics no google mostra alguns, pode tentar!

Como sempre relembro que se você quiser ver as próximas aifone_pics basta me seguir no twitter, tento postar uma média de 7 por semana, nem sempre é uma por dia

Obrigado aos amigos e parentes que me ajudaram nesta empreitada

Lucas

19 out
2009

novo site e exposição a caminho

Está no ar! www.lucaslenci.com

De cara nova, fotos novas, projetos novos e novas ideias…tudo em um lugar só!

Tem até uma área com um  FTP para troca de grandes arquivos, links para todas as mídias que eu gosto tanto (youtube, flickr, twitter,  etc etc) e o melhor de tudo: uma ferramenta incrivel de edição que a Nação Design desenvolveu para mim. Se precisar mudar um texto ou  incluir alguma foto basta acesar a pagina de administrador, muito prático.

Foram meses entre planejar, desenhar, editar ajustar. Parece que não, mas fazer um website é um trabalho absurdo, meu respeito aos profissionais da área.

Junto dessa trabalheira ainda estamos montando uma exposição com as iphone pics, agora “aifonepics” assim abrasileirado mesmo, e longe de qualquer briga judicial com Steve Jobs.

Serão 52 aifonepics especialmente selecionadas e expostas na dconcept, escritorio de arte. Até o fim da semana explico melhor e passo mais detalhes

Seguimos correndo produzindo e mostrando…

abraços

Lucas

21 set
2009

Turistas e suas máquinas

Estou impressionado.

Por mais que eu leia e pesquise sobre a industria fotográfica eu nunca tinha de fato reparado em um  impacto que não fosse por um motivo profissional, ou seja,  no dia a dia mesmo .

Me assustou o numero de cameras que vi nos meus dias de viagem por ai. Tudo bem que estive em cidades muldialmente conhecidas por serem muito visitadas, cidades que com toda sua beleza são inundadas por turistas diariamente.

O fato é que o numero de máquinas é igual ou maior ao numero de turistas, isso por que  alguns (principalmente japoneses), usam mais de uma camera por pessoas e ai, nesta conta você pode ainda adicionar o celular e mais uma camera de video por exemplo. Eu mesmo estava com uma Canon e ainda fazendo outro tipo de fotos para o projeto das Iphone Pics, ou seja, com meu celular.

Vamos ainda pensar em outra coisa: quatro anos atrás eu comprei um cartão de memória de 4G pagando quase US$ 400,00. Recentemente um cartão quatro vezes maior  (de 16G) saiu por menos de US$ 100,00

Tudo bem que a resolução das maquinas vem aumentando, mas o fato é que tudo está mais acessivel e o consumo mais voraz, por isso minha pergunta é simples. Pra onde vai toda essa informação?

Imaginem nestas cidades que são muito visitadas, Paris, Roma, Nova York, Tokyo, Londres, Rio…todo dia milhares e milhares de megapixels sendo gerados por estes turistas, baixadas e compartilhadas. É muita foto e muito gigabyte!

Ai vem outra observação que fiz estes dias. Eu me diverti muito vendo o comportamento destas pessoas. O turismo em geral mudou, nossos hábitos mudaram. Nós estamos em determinado ponto, tiramos e foto e olhamos no LCD para ver como ficou, em seguida mostramos para nosso amigo, “ficou bom?”. Ou então precisamos registrar este amigo junto em uma foto, “você pode tirar uma foto pra mim” perguntamos para um jovem ao lado, e logo que recebemos nossa maquina de volta o que fazemos? Olhamos no LCD para ver como ficou…

Viajamos pelas pequenas telas de nossas cameras ao invés de realmente aproveitar o momento e olhar de fato o que fomos visitar, por que as vezes é mais fácil fotografar e ver depois , certo?

Pois bem, eu tive a sensação que os turistas hoje vêem tudo através dos displays das cameras

E ai, comecei a registrar esse comportamento, então aqui estao algumas fotos  de pessoas praticando o “novo turismo” o turismo digital

Em breve pretendo mostrar ainda as fotos que sairam nestas viagens, as que eu mesmo perdi tempo re checando no LCD da camera !!!

até mais

Lucas

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